Educação financeira como diferencial competitivo: por que investidores devem ser atendidos por profissionais certificados

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O mercado financeiro brasileiro vem crescendo em ritmo acelerado. De acordo com a B3, a bolsa de valores do Brasil já conta com mais de 5 milhões de investidores pessoas físicas, número que quadruplicou nos últimos cinco anos.

Esse avanço, no entanto, traz também novos desafios: como garantir que esse público seja atendido por profissionais preparados, capazes de orientar escolhas responsáveis e alinhar expectativas com a realidade do mercado?

A resposta passa diretamente pela educação financeira e pela qualificação de quem oferece esses serviços. Em um país onde apenas 25% da população afirma ter controle efetivo de suas finanças pessoais (dados da Anbima), investir sem orientação especializada pode significar não apenas perdas financeiras, mas também frustração e desconfiança em relação ao mercado de capitais.

Para a executiva Marcela Cristina da Silveira, que soma 24 anos de experiência no setor e já coordenou equipes em projetos de inovação em renda fixa e ações, a certificação profissional deve ser encarada como requisito básico. “O investidor precisa ser atendido por pessoas certificadas e preparadas. Sem isso, corremos o risco de transformar a expansão do mercado em uma bolha de desinformação. Educação financeira não é luxo, é necessidade”, afirma.

A executiva ressalta ainda que a formação contínua é um fator estratégico para diferenciação. Em um ambiente altamente competitivo, a qualidade do atendimento se torna vantagem competitiva tanto para bancos e corretoras quanto para profissionais autônomos. “Quem busca se destacar precisa investir em conhecimento. Não basta vender produtos, é preciso orientar, explicar riscos e mostrar caminhos. Essa é a diferença entre o profissional que fideliza clientes e aquele que apenas executa ordens”, destaca.

O impacto dessa postura vai além da relação individual entre cliente e assessor. Segundo estudo da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), países com maior nível de educação financeira apresentam mercados de capitais mais robustos e resilientes, com investidores mais preparados para enfrentar períodos de volatilidade. No Brasil, esse processo ainda está em construção, mas iniciativas de palestras, cursos e programas de certificação já mostram resultados positivos.

Marcela, que ao longo da carreira já ministrou dezenas de cursos e palestras para iniciantes na bolsa de valores, reforça a importância de democratizar o acesso ao conhecimento. “Não se trata apenas de falar com grandes investidores, mas de mostrar para o público em geral que é possível investir de forma consciente. Quanto mais gente bem informada, mais sólido se torna o mercado como um todo”, conclui.

Para especialistas, o futuro do setor financeiro no Brasil passa pelo equilíbrio entre inovação tecnológica, novos produtos e profissionais altamente capacitados. Nesse cenário, a educação financeira deixa de ser apenas um tema acadêmico e se consolida como peça-chave para a competitividade das instituições e a segurança dos investidores.

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