Doja Cat canta sobre sexo e paixão em show em São Paulo – 06/02/2026 – Ilustrada

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Doja Cat canta sobre sexo e paixão em show em São Paulo - 06/02/2026 - Ilustrada

Acompanhada do coro do público, fazendo careta e com a haste do microfone entre as pernas. Doja Cat abriu assim o show que fez em São Paulo na noite desta quinta-feira, dia 5 —foram quase duas horas rebolando, se esfregando, mostrando a língua e arrancando peças do próprio look.

Provocativa desde sempre, Doja Cat está em turnê com o disco que lançou no ano passado, “Vie”. Ela não se apresentava no país desde 2022, quando foi uma das headliners do festival Lollapalooza, também em São Paulo.

À época, ela vivia uma ascensão na indústria da música com o álbum “Planet Her”, considerado um dos maiores atos do rap dos últimos tempos.

De lá para cá, porém, Doja viu a carreira esfriar. Lançou projetos pouco comentados, se meteu em umas polêmicas, e, aos poucos, perdeu o status de rapper do momento. Mas as fagulhas voltaram a acender com o disco atual, e ela incorpora toda essa quentura no show em que mistura faixas novas às mais antigas —ainda as favoritas dos fãs.

É o caso da apaixonante “Kiss Me More”, parceria com a cantora SZA, que venceu o Grammy de melhor performance pop de duo, e de “Woman”, faixa de letra feminista, pegada sensual e batida dançante. Essa, aliás, é a tônica de todo o repertório de Doja Cat, e volta a aparecer em “Need to Know” e “Wet Vagina”, que em português significa vagina molhada, uma das mais ousadas da rapper.

Doja Cat se apoia na linguagem corporal na performance inteira. Morde a ponta do dedo, lambe os lábios, encosta a língua na ponta do microfone, move as mãos pelo quadril. Ela vestia um sutiã preto e branco, meia-calça de renda, e, por cima dela, uma calcinha de couro.

E vai além da sensualidade. Conforme o show avança, Doja também fica mais e mais frenética, e passa a fazer movimentos animalescos, arregala os olhos, finge que está se drogando e até que está possuída. A certa altura, ergue o fio do microfone com o salto, e canta com ele pendurado, a boca virada para cima. Aliás, a rapper surpreende ao levar o show todo no gogó, tendo usado base em poucos momentos.

Doja Cat tampouco se preocupou em soar afinada o tempo todo —em várias músicas ela solta gritos esganiçados que ajudam a tornar sua apresentação ainda mais única.

A rapper fica parte do show em cima de um palco elevado montado em cima do palco da própria Suhai Music Hall, casa de shows aberta no ano passado dentro do Shopping SP Market. Embora simples, a plataforma ajuda a deixar Doja Cat visível até para quem chegou mais tarde e ficou nas últimas fileiras da plateia.

Ali ficam também os integrantes da banda, que são quase tão performáticos quanto ela, e tocam os instrumentos fazendo dancinhas. Doja tem a companhia dos músicos e de duas backing vocals —não há balé. Mas também não faz falta. Sozinha, a rapper domina o palanque.

Só falta mais presença com os próprios fãs. Doja interage pouco com o público —afora os gritos de “Brasil” que todo artista estrangeiro faz. Ao menos dá um presentinho para os admiradores, rosas que atira para todos os lados da plateia ao fim de “Jealous Type”, no encerramento do show.



Fonte ==> Uol

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