
Nos dias 11 e 12 de Fevereiro, o WTC São Paulo recebeu a Prime Experience, imersão empresarial que reuniu líderes e empresários em torno de um tema central: como sustentar crescimento exponencial em um mercado cada vez mais pressionado por volatilidade, competitividade e esgotamento mental.
O evento apresentou o Método PRIME — As 5 Inteligências em Vendas, framework que integra inteligência comportamental, emocional, técnica, estratégica e espiritual como base para resultados sustentáveis.
A proposta dialoga diretamente com uma mudança estrutural no perfil da liderança contemporânea.

O cenário: alta performance sob risco
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que transtornos relacionados ao estresse e burnout custam globalmente mais de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. No Brasil, segundo a International Stress Management Association (ISMA-BR), cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com a síndrome de burnout — um dos índices mais altos do mundo.
No ambiente empresarial, isso se traduz em decisões impulsivas, rotatividade elevada, queda de engajamento e baixa consistência estratégica.
Além disso, pesquisas da Gallup indicam que equipes altamente engajadas apresentam 23% mais lucratividade e 18% mais produtividade. O fator determinante? Liderança consciente e alinhamento de propósito.
É nesse ponto que o debate da Prime Experience ganha relevância.
A pirâmide das cinco inteligências
O Método PRIME propõe uma estrutura em pirâmide:
- Inteligência Comportamental – leitura de perfis, influência e tomada de decisão.
- Inteligência Emocional – regulação interna sob pressão.
- Inteligência Técnica – domínio de processos e execução.
- Inteligência Estratégica – visão de longo prazo e posicionamento de mercado.
- Inteligência Espiritual – alinhamento entre propósito, valores e crescimento.
O modelo parte do princípio de que vendas e liderança não são apenas competências técnicas, mas fenômenos humanos complexos que exigem integração cognitiva, emocional e estratégica.
Crescimento com previsibilidade
Durante a imersão, foram abordados temas como:
- Mapeamento de alavancas de crescimento
- Planejamento tático estruturado
- Psicologia da decisão
- Arquitetura de influência
- Modelos de escala comercial
A liderança do evento ficou a cargo de Dani Martins, CEO da Sales Prime, fundadora do Prosperus Club e reconhecida como uma das principais autoridades em vendas do país. Ao seu lado, Cláudio Rosa, especialista em comportamento humano com mais de três décadas de experiência.
A construção metodológica une prática de mercado, comportamento humano e estratégia de expansão.
Propósito como vantagem competitiva
Se as inteligências técnica e estratégica já são amplamente debatidas no meio corporativo, a inclusão da dimensão espiritual chama atenção.
Não sob um viés religioso, mas como alinhamento entre identidade, valores e decisões estratégicas.
Para Anna Maoli, treinadora frequencial e pesquisadora da integração entre saúde mental e performance empresarial, o diferencial está na coerência interna do líder.
“Empresas são reflexo do estado interno de quem lidera. Quando estratégia e propósito caminham juntos, a tomada de decisão se torna mais clara, a execução ganha consistência e o crescimento deixa de ser episódico para se tornar sustentável. A integração das inteligências reduz desgaste invisível e aumenta a longevidade da performance.”
O argumento encontra respaldo em estudos de neurociência aplicada à liderança, que indicam que líderes com maior autoconsciência apresentam melhor capacidade de regulação emocional e decisões mais assertivas sob pressão.
A nova agenda do empresariado
O que se observa é uma transição: da liderança centrada apenas em metas para uma liderança orientada por coerência sistêmica.
Em um ambiente onde a pressão por resultados é constante, frameworks que integram comportamento, estratégia e propósito tendem a ganhar espaço.
A Prime Experience sinaliza essa mudança.
O crescimento do futuro não será apenas sobre vender mais — mas sobre sustentar resultados sem comprometer saúde, cultura organizacional e clareza estratégica.
A pergunta que fica para o mercado é direta:
Na próxima década, vencerá quem tiver mais técnica — ou quem souber integrar todas as inteligências?


