
Crescimento nos Estados Unidos e na Europa mostra potencial de um setor impulsionado pela humanização dos pets, avanço da medicina veterinária e busca por proteção financeira.
Os planos de saúde para animais de estimação deixaram de ser um produto de nicho e começam a ocupar espaço relevante na indústria global de seguros. O crescimento da população pet, a humanização dos animais de companhia, a evolução dos tratamentos veterinários e o aumento dos custos dos procedimentos criam condições favoráveis à expansão deste setor.
Nos Estados Unidos, o setor já alcançou escala significativa. Segundo a North American Pet Health Insurance Association (NAPHIA), em um levantamento divulgado em 2026, o mercado norte-americano atingiu US$ 6,2 bilhões em receitas e 7,6 milhões de pets segurados. O número de animais cobertos cresceu 8,5% em relação a 2024, enquanto os prêmios avançaram 19,4%. Existe amplo espaço para crescimento. Em 2024, a penetração estimada do seguro era de apenas 5,46% entre cães e 2,04% entre gatos nos Estados Unidos.

Um dos principais fatores que impulsionam o segmento é o aumento do custo da medicina veterinária. Novas tecnologias, exames e tratamentos ampliaram as possibilidades de cuidado, mas também elevaram o impacto financeiro de doenças e emergências para os tutores. Para as operadoras, o desafio é equilibrar mensalidades acessíveis, coberturas percebidas como relevantes pelos clientes e uma sinistralidade sustentável. Inflação veterinária, seleção adversa, condições preexistentes, períodos de carência e critérios de subscrição permanecem entre os principais pontos de atenção.
Potencial e diversidade nos países europeus
Na Europa, a dimensão da população pet revela outra oportunidade. Dados da FEDIAF publicados em 2026, indicam que aproximadamente 140 milhões de lares europeus possuem pelo menos um animal de estimação, o equivalente a 49% dos domicílios analisados. São cerca de 306 milhões de pets. O mercado, entretanto, fragmentado. Reino Unido, países nórdicos, Alemanha, França, Espanha e Itália apresentam diferenças de penetração, regulação, distribuição e estrutura dos serviços veterinários.
O Reino Unido demonstra o tamanho que o segmento pode atingir. Segundo a Association of British Insurers (ABI), 4,6 milhões de consumidores possuíam seguro para seus pets em 2024, crescimento de 3% sobre 2023 e de 33% em relação a 2019. Naquele ano, as seguradoras participantes da ABI pagaram £1,23 bilhão em indenizações, recorde histórico. Foram aproximadamente 1,8 milhão de sinistros, com valor médio de £685. Os números evidenciam simultaneamente o potencial comercial e o desafio de administrar a elevação dos custos veterinários.
Tecnologia e prevenção podem definir a próxima fase O potencial do setor vai além da venda de contratos.
A tendência é a formação de ecossistemas capazes de integrar seguros, reembolso, clínicas veterinárias, telemedicina, redes credenciadas, prevenção, acompanhamento de doenças crônicas, pagamentos e processamento digital de sinistros.
A prevenção representa outra fronteira. Consultas periódicas, vacinação, acompanhamento remoto e uso de dados podem contribuir para identificar problemas antecipadamente e criar uma relação contínua entre tutor, veterinário e operadora.

Para Luiz Genova, CEO da APet, a experiência internacional oferece referências importantes para mercados menos desenvolvidos.
“O mercado internacional mostra que existe uma demanda crescente por soluções que permitam ao tutor cuidar da saúde do animal sem transformar uma emergência veterinária em uma emergência financeira. O próximo passo será integrar proteção, prevenção, tecnologia para uma melhor experiência do cliente. Estados Unidos e Europa demonstram que há escala e espaço para inovação, abrindo oportunidades também para mercados ainda menos penetrados, como o brasileiro.”
O Brasil tem amplo espaço para crescer, combinando forte vínculo dos tutores com seus animais, despesas veterinárias potencialmente elevadas, baixa penetração dos planos e avanço das tecnologias de distribuição e gestão que criam condições favoráveis à expansão.
O crescimento depende da capacidade das operadoras de enfrentar questões como inflação veterinária, precificação, seleção adversa, transparência contratual, condições preexistentes e regulamentação.
Mais do que uma nova linha de negócios, os planos de saúde pet começam a se posicionar como uma infraestrutura financeira para a transformação da saúde animal, aproximando proteção, prevenção e tecnologia em um mercado que ainda apresenta expressivo potencial de desenvolvimento.
Sobre a APet
A APet atua no mercado de saúde animal, com soluções voltadas à proteção e ao cuidado dos pets.
Site: https://apetsaude.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/apetsaude

