Folha promove sessão de ‘Naza’ na abertura do Cine Tutu – 29/09/2026 – Ilustrada

0
1
Folha promove sessão de 'Naza' na abertura do Cine Tutu - 29/09/2026 - Ilustrada

Nesta quinta (1º), às 20h, a Folha promove a sessão de estreia do documentário “Naza”, dos jornalistas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, na abertura do Cine Tutu, na rua Girassol, 555, na Vila Madalena, em São Paulo. A produção traz depoimentos de integrantes da elite da inteligência militar de Israel e recebeu o prêmio especial do júri no Festival de Cinema de Veneza.

No filme, militares descrevem ataques que o Exército faz na Faixa de Gaza, mesmo sabendo que civis palestinos podem ser mortos. Essas mortes como danos colaterais são chamadas de “nazas”, na terminologia militar do país e que dá título ao documentário, produzido com material de 2023 a 2025, parte dele para o jornal britânico The Guardian.

Uma conversa após a exibição reúne o cientista social e colaborador do Instituto Brasil-Israel Daniel Douek e a professora de história árabe da USP Arlene Clemesha, diretora do Centro de Estudos Palestinos da mesma universidade. A mediação é da repórter especial Patrícia Campos Mello.

Os ingressos, gratuitos, podem ser retirados na bilheteria do Cine Tutu, com uma hora de antecedência.

Ao todo, são ouvidos 24 militares, sempre à noite, em telhados de edifícios de Tel Aviv, com imagens e vozes modificadas para proteger o anonimato das fontes. Segundo um dos entrevistados, até 25 “nazas” podem ser atingidos para cada homem suspeito de integrar o Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007. Outro afirma ter recebido ordem de bombardear edifícios com até 500 civis.

O filme gerou repercussão no país judeu, com reações do ministro da Cultura, Miki Zohar, que afirmou pretender retirar a cidadania dos realizadores. No X, ele acusou os cineastas de tentarem “prejudicar a pátria para receber aplausos de antissemitas do mundo inteiro”.

Há entrevistados que relatam a sensação de prazer a cada missão cumprida; outros revelam remorso, terror e arrependimento. No documentário, no entanto, os diretores investigam a técnica de uma guerra travada à distância, reduzida a cálculos e botões.

Os bombardeios israelenses mataram mais de 73 mil palestinos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.

A ofensiva começou após o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que matou 1.221 pessoas, segundo contagem da AFP baseada em dados oficiais israelenses.



Fonte ==> Uol

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui