31/03/2026
A crescente digitalização das operações empresariais tem elevado a cibersegurança a um novo patamar dentro das organizações. O que antes era tratado como uma camada técnica de proteção passou a ocupar posição estratégica nas decisões de negócio, influenciando diretamente a continuidade operacional, a confiança do cliente e a sustentabilidade das empresas em ambientes altamente conectados.
Esse movimento é impulsionado pelo aumento da complexidade dos ecossistemas digitais, pela ampliação do volume de dados e pela sofisticação das ameaças cibernéticas. Relatórios globais apontam que ataques digitais têm se tornado mais frequentes e estruturados, muitas vezes utilizando automação e inteligência artificial para explorar vulnerabilidades com maior precisão e escala.
Diante desse cenário, empresas têm sido pressionadas a revisar suas estratégias de segurança, deixando de adotar abordagens reativas para investir em modelos preventivos e estruturados. A proteção de identidades digitais surge, nesse contexto, como um dos principais pilares da segurança moderna, especialmente em ambientes onde milhares ou até milhões de acessos ocorrem diariamente.
Nesse ambiente de transformação, o papel do executivo de negócios em cibersegurança também evoluiu. Mais do que comercializar soluções, esses profissionais passaram a atuar como agentes estratégicos, apoiando organizações na compreensão de riscos e na definição de arquiteturas de segurança alinhadas aos objetivos do negócio.
A experiência prática de quem atua nesse nível evidencia essa mudança. Com mais de 14 anos de atuação no setor, Luiz Veloso construiu sua trajetória participando de projetos estratégicos em grandes organizações brasileiras, contribuindo para a implementação de soluções que fortaleceram a proteção de dados e reduziram riscos em operações de alta complexidade.

Luiz Veloso
Ao longo dessa jornada, sua atuação se consolidou no modelo de venda consultiva, onde o entendimento do contexto do cliente se torna tão relevante quanto a tecnologia empregada. Em ambientes corporativos cada vez mais expostos a ameaças digitais, essa abordagem se mostra essencial, já que, como observa, “não se trata apenas de implementar uma ferramenta, mas de entender o risco do negócio e construir uma estratégia que realmente proteja a operação como um todo”, reforçando o caráter estratégico da segurança.
Um dos principais focos dessa transformação está na gestão de identidades digitais. Em organizações de grande porte, onde há milhares de colaboradores, parceiros e clientes acessando sistemas simultaneamente, o controle de permissões e acessos se torna um desafio crítico. Nesse contexto, destaca que “a identidade digital passou a ser o novo perímetro de segurança, porque é a partir dela que se controla quem pode ou não acessar informações sensíveis”, evidenciando a mudança estrutural na forma de proteger ambientes digitais.
Outro ponto relevante é o crescimento das fraudes digitais, especialmente em operações voltadas ao consumidor final. Setores como serviços financeiros, varejo e plataformas digitais enfrentam desafios constantes para equilibrar segurança e experiência do usuário. A necessidade de proteger sem gerar fricção excessiva se tornou uma das principais preocupações das lideranças.
Essa realidade exige soluções cada vez mais sofisticadas e integradas, capazes de analisar comportamentos, identificar riscos em tempo real e prevenir acessos indevidos. Nesse cenário, a evolução tecnológica precisa caminhar lado a lado com estratégia, já que, como ele observa, “os ataques estão cada vez mais automatizados e inteligentes, e isso exige que as empresas também evoluam suas defesas com o mesmo nível de sofisticação”, destacando a corrida contínua entre ataque e defesa no ambiente digital.
A experiência acumulada em empresas globais como Trend Micro, CyberArk, SailPoint e Transmit Security contribuiu para consolidar uma visão ampla sobre o setor, conectando tendências internacionais com a realidade das organizações brasileiras. Esse repertório permite antecipar movimentos e apoiar empresas na adoção de práticas mais maduras de segurança.
Especialistas apontam que a cibersegurança tende a se tornar cada vez mais integrada à estratégia corporativa, deixando de ser um tema isolado para se consolidar como parte da governança das empresas. A capacidade de proteger identidades, dados e acessos será determinante para garantir não apenas segurança, mas também competitividade em um mercado cada vez mais digital.
Diante desse cenário, a segurança cibernética assume um papel central na construção de negócios resilientes. Mais do que evitar riscos, trata se de viabilizar crescimento sustentável, inovação e confiança em um ambiente onde a transformação digital continua avançando em ritmo acelerado.


