Jim Rohn popularizou uma frase que atravessou décadas:
“Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive.”
Não como equação.
Como metáfora.
Porque convivência não altera apenas opiniões.
Altera referências.
O que parece normal.
O que parece possível.
O que merece atenção.
O que passa a ser tolerado.
Ambientes não precisam impor nada para exercer influência.
Basta permanecerem próximos por tempo suficiente.
Uma equipe pode ampliar repertório.
Outra pode estreitá-lo.
Um grupo pode naturalizar curiosidade.
Outro pode naturalizar cinismo.
Alguns ambientes elevam o nível das perguntas.
Outros apenas tornam antigas respostas mais confortáveis.
O Executivo Nexialista observa essa influência com atenção.
Não apenas nas pessoas de quem se aproxima.
Também nos ambientes intelectuais que frequenta.
Mercados.
Comunidades.
Livros.
Conversas.
Disciplinas.
Ideias.
Porque repertório também é convivência.
E a influência quase nunca chega de forma explícita.
Ela aparece na linguagem.
Nas referências.
Nos critérios.
Nas perguntas que deixamos de fazer.
Nas possibilidades que passamos a perceber.
Há grupos que produzem sucessivamente boas ideias, bons profissionais e novas construções.
Competência individual explica parte disso.
O ambiente explica outra.
Somos menos impermeáveis do que gostamos de imaginar.
Escolher onde permanecemos é também escolher parte daquilo em que estamos nos tornando.
O ambiente importa.
Não porque determine quem somos.
Mas porque participa, silenciosamente, daquilo que estamos nos tornando.


