ONU quer fim de ataques russos a infraestruturas energéticas na Ucrânia

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ONU quer fim de ataques russos a infraestruturas energéticas na Ucrânia

O alto comissário para os Direitos Humanos sublinha que a população civil na Ucrânia, já marcada por bombardeamentos constantes, enfrenta temperaturas extremamente baixas sem acesso adequado a serviços essenciais.

Nesta quinta-feira, Volker Turk descreveu como “implacáveis” os ataques direcionados a infraestruturas energéticas em várias partes do país.

Aquecimento, água e eletricidade

Segundo Turk, as temperaturas têm descido até aos -20 graus celsius, deixando comunidades inteiras em situação de vulnerabilidade.

O alto comissário alertou que os ataques russos às infraestruturas energéticas impedem que civis tenham acesso suficiente a aquecimento, água e eletricidade, num período de frio intenso.

Dois funcionários do ACNUR vestidos de casacos azuis estão perto de um edifício residencial danificado em Dnipro, na Ucrânia, coberto de neve.

Escolas ucranianas foram forçadas a encerrar devido à falta de aquecimento nas salas de aula

O representante destacou que estas condições tornam o inverno particularmente difícil, sobretudo para populações que já vivem sob pressão devido ao conflito prolongado.

Turk afirmou que a população civil é forçada a enfrentar temperaturas extremas em condições que descreveu como “insustentáveis”, num contexto de cortes energéticos recorrentes.

Grande ataque noturno

De acordo com a declaração, a Rússia voltou a realizar na noite anterior um ataque em larga escala contra infraestruturas energéticas em toda a Ucrânia.

O alto comissário afirmou que centenas de milhares de civis acordaram sem eletricidade e sem aquecimento, aumentando a gravidade da crise humanitária durante o inverno.

O representante salientou que estes ataques ocorrem de repente e têm provocado interrupções generalizadas em diversas regiões.

Impactos em escolas, hospitais e à mobilidade 

Volker Turk indicou que as consequências destes ataques são “desastrosamente generalizadas” e afetam todos os aspetos da vida civil.

Segundo a ONU, milhões de famílias estão a viver com apenas algumas horas de eletricidade por dia, enquanto escolas foram forçadas a encerrar devido à falta de aquecimento nas salas de aula.

Um parque infantil coberto de neve está em frente a um edifício residencial fortemente danificado em Kiev, Ucrânia, após ataques a infraestruturas críticas.

Ataques repetidos dificultam qualquer estabilidade para as comunidades afetadas

A declaração aponta também dificuldades no acesso a cuidados médicos, com serviços prejudicados pelas falhas energéticas.

O alto comissário referiu ainda que idosos e pessoas com deficiência têm ficado presos em andares superiores de prédios residenciais, sem possibilidade de descer escadas em segurança.

Restabelecimento energético 

Turk observou que, mesmo quando a eletricidade começa a ser gradualmente restaurada, novos ataques acabam por mergulhar novamente áreas inteiras na escuridão.

O responsável descreveu este padrão como uma situação em que os civis vivem num ciclo constante de recuperação e novo colapso dos serviços essenciais.

A ONU sublinhou que estes ataques repetidos dificultam qualquer estabilidade para as comunidades afetadas.

Ataque a infraestrutura civil 

Na sua declaração, Turk afirmou que o direcionamento de infraestruturas civis é proibido pelo direito internacional humanitário.

O alto comissário apelou diretamente à Rússia para que cesse imediatamente estes ataques contra instalações energéticas em território ucraniano.

A declaração termina com um apelo para o fim das ações que, segundo a organização, estão a agravar o sofrimento da população civil.

Fonte ONU

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