Na RD Congo, chefe da OMS pede ampliação urgente e massiva da resposta ao ebola

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OMS diz que surto de ebola já matou quase 1 mil pessoas na RD Congo

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, está em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, RD Congo, para conversar com as autoridades sobre a evolução da epidemia de ebola no país.

Tedros Ghebreyesus ressaltou que o surto está se propagando mais rapidamente do que a capacidade de ampliar a resposta. O número de novos casos está dobrando em algumas áreas num período de apenas uma semana.

Apoio aos profissionais de saúde

O diretor-geral da OMS defendeu a ampliação “urgente e massiva” de todos os esforços em todos os pilares da resposta e por parte de todos os parceiros.

Para ele, isso significa chegar a todas as comunidades afetadas, apesar da insegurança e do deslocamento populacional.

Nas reuniões em Kinshasa, Tedros quer fortalecer a coordenação sob a liderança do governo e garantir que os profissionais de saúde tenham a proteção, o treinamento, o apoio e a remuneração de que necessitam. 

OMS
Justin Singo Nguma, sobrevivente do ebola, abraça sua família após se recuperar da doença

Protagonismo das comunidades

Ele se reuniu com o presidente da RD Congo, Felix Tshisekedi, em conversa que descreveu como “construtiva”. 

Outras áreas prioritárias são acelerar o acesso a cuidados, vigilância e sepultamentos seguros e dignos.

O chefe da OMS defendeu ainda o protagonismo das comunidades, dizendo que não será possível deter o ebola sem a confiança, a liderança e a parceria delas e que para isso é preciso respeitar as tradições locais. 

Sintomas da variante bundibugyo

O surto atual é causado pela variante bundibugyo do vírus ebola, que leva de 2 a 21 dias para causar os primeiros sintomas. As pessoas normalmente só passam a transmitir o vírus quando a doença começa.

Alguns dos sinais iniciais incluem febre, cansaço, dores no corpo, na garganta e depois evoluem para problemas estomacais, falência de órgãos e, em alguns, casos sangramentos internos e externos. 

Ainda não existem vacinas aprovadas nem medicamentos específicos para tratar a doença causada pela variante bundibugyo.

Por isso, o controle do surto depende do isolamento rápido das pessoas infectadas, rastreamento de contatos, enterros seguros e cooperação da comunidade. 

Fonte ONU

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